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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

OS ONZE PASSOS DA MAGIA - Prefácio

Desenvolvimento Pessoal e Espiritualidade 
Por José Luis Parise [*]
Tradução ao Português por El Shannon

Artigo original da Revista Athanor publicada na Edição 80 (março-abril de 2010)


Desde o Início da história, A Humanidade transmite um Legado que Ensina que é possível usar Forças Sutis que ajudam ao Homem em sua Vida. 
Esse mesmo Legado inequivocamente tem assinalado também que uma profunda Transformação ocorre em Quem segue o Caminho  que conduz a alcançar tais Forças.  
De fato, Quem empreende estes Passos recebe os míticos nomes de Herói, Xamã, Bruxo… e Mágico.


OS ONZE PASSOS DA MAGIA

Quais são as forças misteriosas que o Mágico (Herói, Xamã, Feiticeiro....) convoca? 
Por que essas forças sutis são por vezes apresentadas como o mais poderoso aliado, mas às vezes como o inimigo mais acérrimo? 
É possível trabalhar com esses fenômenos invisíveis e sutis com a mesma certeza com que o homem moderno aprendeu a trabalhar com os Fenômenos Manifestos e Visíveis? 
Estas foram as perguntas que há quase três décadas nos iniciamos nossa viagem. Uma viagem que levou a uma centena de viagens, e nos levou às chamadas “Culturas Iniciáticas do Planeta”... para encontrar-nos com quem nós não tinhamos nem certeza que existiam: Quem, literalmente, são sempre assinalados como Aqueles que Conhecem a Magia... e, atualmente, recebem o nome genérico de os Guardiões da Sabedoria.  
Algo em comum entretecem os Fios de Ouro de tudo aquilo que em diferentes Culturas é apresentado como Magia.  
Como se um Ensinamento idéntico e original tem sido repartido como Paradigma Basal da Humanidade, no que vemos como diferentes culturas e religiões... todos aprenderam a seguir o mesmo Mapa. Um Mapa… que leva ao Mais Elevado, Poderoso e Sagrado do Ser Humano. Um Mapa... que transcende o Ser Humano, unificando-o com Suas Forças Divinas. 

Um Mapa… de Onze Passos




Nota: O uso de letras maiúsculas correspondem ao estilo do autor.




[*] José Luis Parise é um pesquisador, escritor e psicanalista argentino premiado internacionalmente pelo resultado obtido em mais de 100 Viagens e 30 Anos de Pesquisa e Experimentação em Culturas Iniciáticas do Planeta, graças a isso conseguiu Metodizar Os 11 Passos que essas Culturas percorreram para sua própria Iniciação na Magia.

 José Luis Parise entregando ao Papa suas pesquisas, 
um DVD que leva o nome de seu último livro:
A História Oculta de Cristo



DVD com o mesmo nome de 
seu último livro: A História Oculta de Cristo

Ele criou a primeira Escola E.D.I.P.O. (Ensino De Iniciação em Psicanálise e Ocultismo) na América Latina, onde os Temas Iniciáticos se integram a Psicanálise. 





Passo 1: «O Caos da IDEIA»

Definir a única Coisa que está por trás da Imagem através da Palavra. 

EXPLICAÇÃO: De Onde vem uma Ideia? 

Embora o que vai se obter no Caminho usando os Onze Passos é infinitamente superior a qualquer resultado desejado anteriormente, recorre-se  ao Método do Mágico para, em princípio, alcançar algo definitivo. E qualquer tentativa, escolha, empresa ou realização que desejamos alcançar começa a partir de uma Ideia. Três elementos são agrupados em isso que comumente é chamado de Ideia: Uma Coisa, Uma Imagem  (ou Forma) e uma Definição. 
A tendência, tão natural como automática... e trapaçeira, é acreditar que a Coisa que nós queremos realizar por trás da Imagem ou Forma é clara, e que a Definição não muda muito o que obteremos, usemos as palavras que usemos para definir Isso. 
Tomando O Caminho no qual o Percorrido impõe a exigência de ter que aprender a ordenar tudo isso que se apresenta na sua mente seguindo Um Método... terá a Divina Oportunidade de Percorrer o Caminho, que em todos os Mitos Bíblicos e Ensinamentos Antigos recorre “Isso” ao que chamamos de Deus: Um Caminho que proporciona Ordem ali onde primeiramente teve que detectar e reconhecer que havia Caos. 

APLICAÇÃO: 

Somente é uma questão de colocar Ordem  no Caos do Universo para que a Magia do Cosmos Se Inicie. Mas, como acontece com toda Ordem... é preciso um Método para conseguir isso. Agora, considere qualquer questão que queremos alcançar em nossas vidas... Se nós pensamos em uma namorada, ou uma família, ou um bom trabalho, ou na boa saúde... é muito fácil imaginar uma menina bonita, uma cena de pais e filhos perto da fogueira, nós num belo escritório numa empresa, ou imaginar nós correndo no parque. 
Mas isso tudo… é apenas a Imagem, a Forma da Coisa. Se nós queremos avançar para a  realização dessa Coisa no mundo, seremos forçados a ir além da Imagem. E para Isso teremos que fazer uso da linguagem, de alguma forma. Sem Definir o que queremos, isso nunca vai passar de uma ideia simples limitada a existir apenas em nossas mentes. E como queremos ir além da Ideia... Encontraremos que um verdadeiro abismo abre-se quando tentamos atravessar a Imagem e Definir-la colocando-a em Palavras que permitam que essa Ideia se materialize como uma Coisa que habita e tem o seu lugar no mundo.  
O que é que Define Essa Coisa em si? O que define essa jovem mulher para ser minha namorada? O que é uma família? Quando o trabalho é bom? Nós, então irremediavelmente veremos que o que pensávamos mais anedótico e menos importante... se tornará imperativo: A Palavra, porque precisamos Definir a Coisa por trás da Imagem... Assim é como o Universo funciona, em qualquer ordem. Tudo começa pela Palavra; embora deva ser dita por meio de gestos ou algum outro meio ou linguagem... 
Se olharmos ainda mais longe, veremos que o próprio Deus não está isento deste Método para conseguir o que Ele quer alcançar: Dispondo de  Todo o Poder à sua disposição, para colocar o Universo no caminho da Coisa que Ele tinha desejado... Ele teve que Nomear Aquilo que queria Criar: "Haja luz", "Haja Dia” e “Haja” toda Coisa que tinha Ideia de “Existir” no Universo. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Passo 4: «O Oráculo DA COISA»

Os Sinais da Coisa que começam a se ‘materializar’ nos orientam como verdadeiros Faróis de nosso Percurso. Essa mesma Coisa está apontando, no exterior, em direção ao interior. 

EXPLICAÇÃO: Eu estou indo em direção Da Coisa? 

Se nós não tivemos que nos justificar ficando no escuro sem saber A Forma de seguir avançando... agora estamos no alvor do Amanhecer; e a Coisa que queremos começara portanto a tornar-se visível. 
Estar avisados que a Coisa vai se apresentar por pura Casualidade... é, literalmente, estar atentos ao mundo e a cada assunto que o mundo nos coloca à frente. 
Clara e fulgurosamente, o dia mais corriqueiro, torna-se na aventura mais vibrante quando chegamos a este Passo no qual sabemos que tudo o que acontece durante todo o dia (mesmo e especialmente à noite, durante o Sono) pode estar Emaranhado com a Coisa a que estamos nos dirigindo. 

APLICAÇÃO: 

Chegado a este Passo, dia a dia aprendemos a reconhecer com mais facilidade e de imediato as sementes do que InBocamos na Coisa que se nos apresenta... e portanto, no mesmo ato e ao mesmo tempo, aprendemos a reconhecer se o que InBocamos é a Coisa que queremos... ou se, pelo contrário, temos nos enganado com a Ideia de que nos dirigimos a Isso mas na realidade estamos indo para outra Coisa.  
Tanto se a Coisa tinha dado Sinais de desvio (p. ex. Eu escolhi o anúncio errado para procurar trabalho), como se a Coisa apareceu dando sinais harmônicos com o que eu quero, mas se afasta quando quero concretizar-la, então... mais Magia é necessária. 
Deverei Escutar... Pois a mesma InBocação que Casualiza o avanço Casualiza a retenção. Escutando-a desvendarei então, talvez, que a Ordem que estou dando para o Universo... não cometa o erro de não achar o espaço de realização da Coisa que eu quero. 
"Encontrar um emprego" Ordena apenas isso. E o Universo estará cumprindo perfeita e ‘Ordenadamente’ a minha Palavra, encontrar o emprego agora... ou em dez anos! 

Os Sinais da Coisa que começam a se ‘materializar’ nos orientam como verdadeiros Faróis em nosso Percurso, e nos revelam que a Viagem que estamos empreendendo não é apenas um resultado... mas para uma Nova Vida em um Novo Universo. A mesma Coisa está apontando, do exterior, pro interior…, que é De Onde se originam esses Passos. Mas, assim como no exterior esses Sinais mostram Claves que estão condicionando os resultados, especialmente agora que queremos alcançar-los, as claves Ocultas que no mundo interior essa mesma Coisa Aponta... condicionam não somente este Resultado, senão toda nossa vida. Quem hipoteticamente protagonizara o caso de ver que não conseguiu trabalho nenhum porque já aprendeu a ‘sair a procurar’, descobrira que ao longo de sua vida, em todas as ‘ordens’, que ‘isso’ mesmo tratava de instalar-se: aumentando a dificuldade em forma crescente, com cada passo que tenta dar, para concluir as Coisas, até que finalmente ficou acostumado a não Concretizar a maioria das Coisas que começa. 
Este Passo está nos Ensinando um dos Truques que mais aprenderemos a tomar como Aliados no Caminho da Magia: Ler o externo refletindo o interno. Simetria que revoluciona toda nossa Vida... dissolvendo a divisão ilusória entre o interno e o externo. Ler a Coisa externa como um Sinal do Interno é a mesma função e dimensão que tem um Oráculo: As Cartas, Talos de Mil-em-rama ou Pedrinhas... são Sinais que revelam aspectos de mim mesmo que estavam ocultos, e estão decidindo meu futuro e condicionando meu destino. 

ARRANCADA BIFÁSICA... e A Esfinge

Arrancada bifásica: A toda ação se opõe uma reação. Então, quanto maior seja o impulso alcançado maior será ‘algo’ que se apresentara tentando anular-lo para restaurar o equilíbrio. 

Temos Chegamos ao momento central e decisivo no Caminho da Magia. De quanto se respeitaram os primeiros Quatro Passos irão determinar a qualidade, precisão e potência da Magia que se detone. 
Mas a cada ação se opõe uma reação. Então, quanto maior seja impulso alcançado inevitavelmente 'algo' se apresentara tentando anular-lo para restabelecer o equilíbrio. Esse 'algo'... é a mitológica e milenar Esfinge. 
Assim como, mitologicamente, esse Personagem é feito de uma collage de todas as figuras temidas de cada cultura em que ela apareceu, A Esfinge que aparece no Camino Do Mágico será um compêndio de tudo ‘isso’ que ele temia, ele caiu nas armadilhas, tornou-se mais temeroso, inseguro e conseguiu debilitá-lo.
Toda a diversidade das Esfinges temidas nos mitos se condensam em os mesmos três disfarces. Conhecê-los é conhecer, então... A Lógica da Esfinge. 
Quando se realiza a Arrancada Bifásica se aprendeu Algo decisivo para quem quer se tornar um Mágico: se minha mudança de posição De Onde encarava o Percurso permitiu deixar para trás o que parecia que me poderia deter... então nunca, jamais o obstáculo que tinha o poder de me parar ou desviar-me vem de fora. Se eu freio diante de 'isso', é porque a partir de 'dentro' estou 'Ordenando' meu Universo para que esse obstáculo se apresente como insolúvel. Tomar consciência desta realidade é tomar consciência de um dos três disfarces que usa a Esfinge: Se eu sei que nada de fora pode me parar... cada vez que permitir a mim mesmo orientar um combate para fora estou caindo nas garras de um desvio.  
Claro que, se a Esfinge não pode parar o Mágico pois ele não cai na armadilha de acreditar que o obstáculo está fora, mas o Mágico ainda não vê Sinais da Coisa que o aproximam do Resultado... é lógico então que A Esfinge tentara persuadí-lo de que, se ele ainda não conseguiu ‘isso’ é porque não é o momento de fazê-lo, e então... só tem que esperar. 
Se a luta no exterior tenta deter por uma rota agressiva e ativa, a armadilha de esperar tenta o mesmo de forma passiva: si se trata de esperar que a Coisa chegue... Isso está fora. 
E quando o Mágico acessa uma Realidade onde aprendeu profundamente que nem o obstáculo está fora, e nem a chegada do que quer alcançar está fora, mas ainda não chegou Isso… A Esfinge ainda pode recorrer a mais um recurso: convencer que, então, se ele fazendo o que faz não pode ainda alcançar o que ele quer, Isso não é para ele e está justificado a deixar de Dirigir-se à Isso. 
Tratando-se de Cristo no Deserto, de Buda sob a Árvore da Sabedoria, ou de cada Iniciado de cada cultura e de cada mito na história da Humanidade, todos mostram que tiveram de lutar contra a Esfinge, em suas três formas. Mas, também, todos mostram que não foram detidos diante de seus disfarces e sairam tão fortalecidos de cada Combate… que nada mais conseguiu separar-los da mais intima convicção de o Poder do Universo está em Cada Um que jamais aceita pôr o Poder fora. 

Passo 5: «A Magia do COMBATE»

Não nos conformamos com os ilhéus (Sinais da Coisa) que se nos apresentam no Percurso até os Resultados que temos decidido... e que parecem paradisíacos. 

EXPLICAÇÃO: Avanço? 

Tudo o que graças A Esfinge temos sido capaz de aprender nos permite estar advertidos e ver claramente o que fazer tanto se a Coisa dá Sinais não harmônicos como se não houver Sinais da Coisa. Em ambos os casos, saberemos se não estamos mais perto do que nós queremos é porque, simples, singela e concretamente nós estamos indo para outro lugar, e o Universo polariza ao que InBocamos com nossa Palavra, não para onde nós temos a Ideia de que estamos dirigindo a esse Universo. E se nós chegamos até aqui, já sabemos também que é A Escuta a que nos permite descobrir o desvio e redirecionar nossos passos.  
Mas conjuntamente sabemos, também Algo ainda mais valioso: tudo o que descobrimos de nosso desvio é para Seguir Avançando em direção ao nosso Resultado. Não há outra decisão possível para Quem Se Dirige à Magia. E esse Combate interno encaminha à única Decisão possível para o Mágico... também deve ser feito mesmo quando os primeiros Sinais da Coisa apareçam e se apresentem perfeitamente harmoniosas com o que eu quero. 

APLICAÇÃO: 

Se pretendia encontrar trabalho e achei um que não é o que eu quero, mas me oferece a tranquilidade de ficar empregado e ter uma renda estável para sobreviver... Estou em uma situação que exige um compromisso sério com a minha Ética. 
Na realidade, para chegar a esta situação na qual tenho que tomar uma Decisão muito séria eu tive (possivelmente sem querer advertir-lo) que tomar outras duas decisões. 
A primeira é quando ao ler que ainda não tinha Sinais da Coisa igualmente tenho decidido avançar. 
A segunda é quando eu decidi se tal Sinal é harmônico ou não com que eu quero; o qual exige uma inegociável Ética de não enganar a mim mesmo. Mas a terceira é a que vai me obrigar a um grau de exigência superior, cujas consequências não cairão somente e especificamente sobre alcançar ou não o Resultado que me interessa... mas me deixara em uma posição diante de mim mesmo que dependera absolutamente tudo na minha Vida. 
Todas as Esfinges se encarnam em nosso ambiente quando estamos neste Passo: na maioria das vezes são argumentos sumamente ‘lógicos’, o senso comum, medos, ameaças, raiva. É como estar diante de um Momento em que é jogado Tudo em Nossas Vidas... tudo valerá para A Esfinge. 
O que verdadeiramente e profundamente neste Passo se está jogando... é o nosso Desejo para chegar ao Destino que desejamos tem tal Magnitude como para não conformarnos com os ilhéus (Sinais da Coisa) que se apresentam no Percurso até Isso... e que parecem paradisíacos em comparação com a perspectiva de continuar navegando num Oceano aberto. 
Finalmente, se o Destino para o qual eu me Dirijo é constituir-me em Mágico... o que está aqui é para testar se sou tão Confiável como para que o Universo detone Verdadeira Magia por Mim. Se deve aprender a não negociar O Inegociável. Exatamente Isso é o que Ensina este Passo. E o inegociável é que Sua Resposta, aconteça o que aconteça, e não aconteça o que não acontece... é Seguir Avançando para o que eu Desejo.